





ANIVERSÁRIO NA EUROPA EM 2009
Neiva Santos Silva
No início de novembro, a Neíta e eu saímos do Brasil rumo a Portugal, primeira parada de nosso rapidíssimo tour europeu, para a quase aniversariante Neíta conhecer Lisboa e juntas visitarmos o Santuário de Fátima e seus arredores, Nazaré, Óbidos e o Mosteiro da Batalha.
Em Lisboa, passeamos pela cidade velha (ah, os pastéis de Belém...), visitamos o Shopping das Amoreiras, novo e caro, e ensaiamos umas comprinhas no El Corte Inglés, grife espanhola com duas lojas aqui em Lisboa. Depois de uma noite de fados e folclore, saboreamos o tradicional bacalhau às natas com batatas ao murro e saímos no dia seguinte em peregrinação religiosa e de interiorização em solo português: a emoção em Fátima resultou acima de nossas expectativas e as cidades vizinhas mostraram seus encantos mesmo debaixo da chuva fina e tocada a vento em alguns momentos.
Em Paris desta vez nos dedicamos aos Museus do Louvre e D’Orsay, a comemorar o aniversário da Neíta, bater pernas por Montmartre, olhar a cidade do alto do Sacré-Coeur, conhecer o Vale do Loire e seus castelos e, por recomendação da Laura Di, irmos ao Santuário da Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, no Marais. Na Capela silenciosa nos conforta saber que ter a medalha como amuleto ou talismã seria ingratidão por nossa inteligência, dom e graça, e que o delicado pedaço de metal é apenas um lembrete de fé e confiança no amor de Deus para conosco.
Em meio à temperatura outonal, de 8 a 16 graus e menos no interior, comemoramos no Restaurant 58 Tour Eiffel as novas primaveras da Neíta, parceira entusiasta e participativa nessa viagem nascida de um pacote CVC para Paris, subvertido e ampliado, que deu certo.
Novo dia e visita ao Vale do Loire, região dos Castelos de Chenonceau, Cheverny e Chambord, dos piscosos rios Loire e Cher e de bosques ricos em caça, razão de ser a escolha de reis e nobres para ali construírem suntuosos redutos de descanso e lazer adornados de tapeçarias, quadros e fino mobiliário, cercado por vilarejos com casinhas brancas de teto pontudo para que a neve deslize.
Após o passeio e da companhia de reis, rainhas, favoritas e vassalagem menos votada, junto com um jovem casal carioca e sua filha adolescente foi possível provar a comida local e um vinho modesto, com jeito de fabricação própria. Foi o calor da lareira, a paisagem, tudo isso, sabe-se lá, algo nos fez apreciá-los com inusitado prazer e a concluir que o “cada um no seu quadrado” não deve ser levado muito a sério. Sempre é hora de arredondar nosso olhar pelo mundo e nos ocuparmos do “crescei”, já que o “multiplicai-vos” se encontra muito bem atendido em nossa complexa, como muitas, e querida, como poucas, família Silva do Brasil. FELIZ 2010!